março 24, 2009

Não há tempo a perder!


Mais de 30 mil pessoas morrem no trânsito todos os anos, ou seja, mais de 80 pessoas por dia ou uma a cada 18 minutos, conforme a ABETRAN.

Todos nós como cidadãos temos o dever de lutar e contribuir para um trânsito melhor, mas nem todos têm esta consciência. Neste exato momento em que você esta lendo este texto alguém pode estar perdendo a vida na estrada por diversos motivos, como a imprudência, excesso de velocidade, ultrapassagem em local proibido, uso de bebidas alcoólicas e/ou drogas, até mesmo pelo estado precário de algumas estradas, mas em geral todas estas causas poderiam ser evitadas ou amenizadas pelo uso correto do cinto de segurança.

Dados do DENATRAN (Departamento Nacional de Trânsito) revelam que 70% dos passageiros do banco de trás não usavam cinto na hora do acidente, o que significa que sete de cada dez pessoas, sofreram ferimentos graves, se machucaram ou até morreram por não usarem o dispositivo. Numa colisão os passageiros e o motorista primeiro são lançados contar o painel, logo contra o pára-brisa e depois uns contra os outros, por isso todos precisam estar de cinto para que uns não agravem a situação dos outros. O cinto absorve parte do impacto o resto é distribuído pelos pontos em contato com o corpo.

O motorista é responsável pelos ocupantes do carro devendo cobrar o uso do cinto de segurança também dos passageiros do banco traseiro, senão corre o risco de ser autuado e multado, como estabelece a lei. A multa nestes casos custa ao motorista R$ 127,69 e pode acarretar a perda de cinco pontos na carteira, como estabelece o Código Brasileiro de Trânsito - Lei 9.503, de 23 de setembro de 1997.

O que está em jogo não é tão simples, algumas pessoas conhecem as consequencias de não usar o cinto e não se importam. As campanhas educativas precisam chocar para revelar alguma mudança. Mesmo assim a única mudança significativa depois da implementação do Código Brasileiro de Trânsito foi quando se adicionou uma multa a obrigatoriedade do cinto de segurança.

Na maioria das vezes as pessoas não pensam que os fatores de segurança no trânsito não dependem somente delas. Mesmo que você não venha a ingerir álcool, não ultrapasse a velocidade permitida e que todos os fatores estejam a favor, o cinto de segurança ainda será obrigatório, como determina o art. 65 da lei de Trânsito: “É obrigatório o uso do cinto de segurança para condutor e passageiros em todas as vias do território nacional”.

Dados da ABETRAN revelam que o uso de equipamento de segurança, como bebê-conforto, cadeirinha, booster e cintos de segurança de três pontos, reduzem em 70% os riscos de mortes e lesões graves num acidente de trânsito. Porém apenas 3% dos adultos e 20% das crianças seguem as instruções fazendo uso do cinto de segurança, conforme a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia.

Com base em dados da ABETRAN uma pessoa a cada 84 minutos perde a vida em acidentes de trânsito e uma a cada 88 minutos fica ferida. As pessoas que não morrem na hora ocupam cerca de 50% dos leitos de hospitais de todo o Brasil, com o cinto estes números reduziriam ajudando a resolver a questão da saúde. Um estudo divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que cada morte causa um impacto de R$ 467 mil, e uma pessoa ferida em um acidente gera um custo de R$ 96 mil.

Foram analisados e contabilizados pelo Ipea custos hospitalares, manutenção da polícia rodoviária, remoção das vítimas, veículos do resgate e os danos materiais. Conforme a Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP) o governo gasta por ano R$ 28 bilhões com acidentes de trânsito no Brasil. Gastos que vão desde o atendimento a vítima, a entrada no hospital até o afastamento do trabalho. Uma vítima de acidente que chega ao hospital em situação grave requer uma equipe de, no mínimo, sete profissionais.

Algumas pessoas usam como desculpa o argumento de que o cinto de segurança pode machucar e provocar lesões, o que não é verdade. O fato é que nos raros casos em que o cinto de segurança causou algum tipo de trauma ocorreu porque a violência do choque foi tão grande que o cinto de segurança evitou danos ainda maiores, ou porque houve uso inadequado do dispositivo, ou então porque o cinto estava com problemas.

A verdade é que a maioria das pessoas não possuem total conhecimento das normas de trânsito e mesmo aquelas que conhecem não sabem das consequências.

E se as pessoas não têm consciência ou informação a respeito e criam preconceitos em relação ao uso do cinto de segurança, cabe ao governo encontrar meios para diminuir o número assustador de mortos e feridos, herança de nossas estradas.

Seus braços ainda estão cruzados?

5 comentários:

Unknown disse...

Aqui você pode opinar e sugerir novos temas. Que tema você gostaria de ler aqui no blog? Grande abraço a todos Tanise oliveira!

xicoassis disse...

Muito bonito o seu blog Tata!
Parabéns!
Sucesso em seu caminhar jornalístico.

Unknown disse...

Gostei do teu blog,Tanise!Adorei ler a reportagem.O tema é ótimo.Parabéns!Sucesso na tua vida profissional!

Filipe Duarte disse...

oi guria! Parabéns pelo texto. As constantes mortes no trânsito servem mesmo de pauta há anos, infelizmente. Vamos nos cruzar mais pelos meios cibernéticos. Eu tenho um blog esportivo. Se quiseres ler, www.alupanogramado.blogspot.com . Beijos.

Appolinário disse...

MORTES NO TRÂNSITO!
FALTA DE CINTO DE SEGURANÇA.
Para reduzir drasticamente esta tragédia, foi criado o SISTECC (sistema externo de controle do cinto). Um Projeto 100% Brasileiro, para salvar vidas no trânsito.
Leiam o Projeto em nosso Blog e vejam como funciona..
www.cinto-salvavidas.blogspot.com
Antonio Appolinário